terça-feira, 21 de outubro de 2008

O adeus a Luiz Carlos da Vila

Calem os tamborins. Silenciem os violões. Emudeçam os cavaquinhos. Deixemos penetrar em nossos corações o ruído ensurdecedor do silêncio motivado pela perda de um dos mais significativos compositores do mundo do samba: Luiz Carlos da Vila.
Em alguns jornais, a frieza do noticiário trai a emoção que envolvia a figura do compositor:
Aos 59 anos, morre Luiz Carlos da Vila, compositor de sucessos como "Kizomba, a festa da raça", "Além da razão", Cabô meu pai" e o "Show tem que continuar". O corpo do sambista está sendo velado na quadra da Vila Isabel e o sepultamento será amanhã, às 10 horas, no Cemitério de Inhaúma.
É pouco, Luiz Carlos da Vila merecia páginas para analisar a sutileza de suas melodias, a poesia de suas letras e, principalmente, sua paixão pelo Rio, amigos e a vida. Ouso prestar minha última homenagem ao poeta do samba, sufocando o sentimento da perda, repetindo os versos de um de seus maiores sucessos:
Mas iremos achar o tom
Um acorde com um lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez, o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O Show Tem Que Continuar... 

Um comentário:

Unknown disse...

Ah! De "Kizomba" ao "alimento do teu corpo".
Estamos falando de sensibilidade. Estamos falando de um poeta transgressor.
Estou falando de Luis Carlos da Vila.
Da Vila da Penha, de Vila Isabel; da vila do meu coração.
Saudades poeta. Saudades ...
Fraterno abraço,
Cássia Liberatori